terça-feira, 12 de agosto de 2008

A Nova Poesia, O Novo Choro...




Quem sou eu?
Talvez, apenas mais uma menina...
Uma menina que vê o mundo de longe, sem demonstrar ímpeto de interferência.
Uma menina que escolheu o melhor lugar pra se esconder, não me pergunte como, sei que é melhor e isso basta. Baseio essa definição no fundamento de que qualquer coisa seria melhor que isso ai, não em todos os aspectos, mas levando em consideração o fato de que as tristezas superam as alegrias, se é que há alegria...
Por aqui não há não, e nem posso dizer o mesmo da triteza, essa parece ser tão forte e acérrima, que me atinge no meu "esconderijo".
A tristeza me afeta.
Isso parece ser algo ruim, talvez para você o pior dos sentimentos, ou castigos.
Do que me escondo então?
Me escondo de você, das pessoas que o cercam, e de seus sentimentos impudicos, suas vontades torpes.
Não é engraçado como o abstrato pode se tornar tão real?
Sentimentos fazem o mundo ser o que é. Esse paradoxo, que difere de seus conceitos e aplicações o tempo todo.
Esse pedantismo me cansa, e embora eu me diga protegida, sei que faço parte disso, só meu absenteísmo não é suficiente.
Se eu posso ter minha opinião quanto ao mundo, o mundo pode ter sua opinião quanto a mim!Mas isso não tem realmente a minima importância! :)
Continuarei buscando a antinomia entre mim e esse tal mundo ai, talvez só a morte a faça se realizar em sua plenitude.
Enquanto isso?
Eu respiro.



- Daniela Novais








sábado, 9 de agosto de 2008



A Via Láctea
Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá


Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...
Mas não me diga isso...
Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...
Mas não me diga isso...
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...
Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...
Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Respirando melhor




Agora enfim, posso dizer que estou respirando melhor, embora ainda réstem resquícios funéreos em minha lembrança, embora ainda possa sentir o cheiro de rosas e de velas queimando, embora ainda me lembre do choro doído, do lamento da perda, da tristeza nos olhares...
É uma experiência um tanto quanto perturbadora, sentir que algo foi arrancado de seu lugar, a força, por uma força divina e admirável, que não deixa der ser uma força!
Já deveríamos ter nos acostumado com a morte, já que é algo costumeiro, que acompanha a humanidade desde a existência da mesma, mesmo sabendo que o fim é certo, vendo acontecer rotineiramente com todos, quando chega a nossa vez de presencia-lá, o mundo desaba, um inconformismo toma conta, isso não deixa de ser engraçado!
Deveríamos sim, ficar felizes, alguém se livrou do caos, foi dar um tempo um pouquinho mais longe do que de costume...
Estamos, e digo "estamos" por que também me incluo nesse largo grupo, muito apegados a matéria, em suas várias formas, literalmente apegados!
O que isso nos traz?
Algumas alegrias sim, coisa de momento, mas infindas tristezas também vem, e bom, pelo menos na minha vida, em maior proporção, bem maior :/
Mas agora a calmaria se instalou novamente em minha vida, a melancolia de sempre, a platônicidade de sempre em relação aos sentimentos, enfim, voltei ao normal, só não sei por quanto tempo!
Um ar fúnebre paira sobre minha vida, e eu já devia ter me acostumado.






terça-feira, 5 de agosto de 2008

Só mais um dia


Hoje foi um dia bom, produtivo, como mandam os padrões de nossa velha sociedade capitalista!

Estudei de manhã e a tarde consegui dormir sem ter pesadelos, como num sono velado, não sei pelo que ou por quem, posso pensar em algum espirito de luz, mas não posso deixar de levar em consideração a energia positiva advinda do pensamento e do sentimento, como um fluído que ultrapassa a barreira da matéria, algo irradiável, que independe de contato físico ou visual.

A tarde voltei a faculdade, conversei, sorri, brinquei e estudei mais uma vez, vi alguém que desejava ver, só de relance, mas tive a certeza de que, com ele corria tudo bem, hoje foi um dia bom. :)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Como chora uma criança...


Hoje a tarde eu chorei, como um criança, quando não ganha o brinquedo que queria, quando faz arte e antes mesmo de contar, abre o berreiro. Eu chorei...
Não por um, mas por incontáveis motivos, tão incontáveis que nem eu mesma consigo defini-los todos. E mesmo no sono, vem os pesadelos, como alavancas que me levam as raízes dos problemas para que eu assista a tudo, da minha célula embrionária...
Assim, o sofrimento me persegue dia e noite, acordada e dormindo, como se já não respeitasse as leis do equilibrio que se instalou na vida da humanidade, sem que esta percebesse.
O Pranto, vem não como carrasco, que angustía, e desencava dor, uma dor dormida, que jaz inalterável até que algo a puxe de volta, como num sopro de vida. O pranto vem acalentador, acalmando a alma, como uma mãe que pega no colo seu filho.
O sofrimento é um mal necessário...

domingo, 3 de agosto de 2008

Desabafo


Antes eu chorava todas as noites, agora nem isso posso mais... Parece que a tristeza prefere ficar em mim, me sufocando, me angustiando.
Pode parecer bobagem, mas cheguei à conclusão de que pensar e ser feliz é tarefa árdua, até mesmo impossível, tentei não pensar...
Mas a indignação, a hipocrisia de muitos, a minha solidão, se fazem tão presentes que simplesmente não há como ignorá-las.
Conformei-me com essa tristeza que me segue, todos os dias...


Daniela Novais Fialho
2007